O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, declarou, nesta quinta-feira (23), que "Manaus não tem a menor condição de se abrir completamente para a atividade econômica". O prefeito falou sobre a abertura da economia em uma reunião técnica da Câmara dos Deputados que debateu, por meio de videoconferência, a situação do Amazonas diante do avanço da Covid-19. O estado já registra mais de 2,8 mil casos da doença, com 234 mortes.
Arthur destacou que mais pessoas vão se contaminar e buscar auxílio médico caso atividades econômicas sejam abertas em sua totalidade. O aumento de mortes pela Covid-19 fez com que a Prefeitura de Manaus instalasse contêineres frigoríficos no cemitério público da capital, onde as vítimas da doença passaram a ser enterradas em valas comuns. O estado sofre colapso iminente na rede de saúde e lida com falta de leitos e profissionais.
“Precisamos de pressa, de uma rapidez comparada ao avanço desse vírus. A máquina burocrática do governo federal não aprendeu ainda a andar na mesma velocidade. Precisamos de medicamentos específicos, de pessoal, de EPIs, de tomógrafos, enfatizei isso ao vice-presidente Hamilton Mourão, que esteve em Manaus, com a ideia de adaptarmos nossas Unidades Básicas de Saúde para fazer a triagem de pacientes”, relatou o prefeito.
Arthur anunciou, na terça-feira (21), que vai pedir a países do G20 ajuda para reforçar a estrutura do Amazonas no combate ao novo coronavírus. Em declaração dada durante uma visita ao hospital municipal de campanha da capital, Arthur afirma que "o Amazonas faz tanto segurando a temperatura e o aquecimento global, que está na hora de devolverem isso".
A pauta foi realizada pela Comissão Externa, destinada a acompanhar ações preventivas da vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao combate à pandemia, presidida pelo deputado federal do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Teixeira Jr.

